Custos continuam a subir, embora a um ritmo menor
Nos dados divulgados a 8 de setembro, o INE estima uma subida de 6,8% nos custos de construção de habitação nova em julho de 2026, face a julho de 2025. Os materiais aumentaram 6,3% e a mão de obra 7,3%.
A comparação é anual, não significa que os custos tenham crescido 6,8% num único mês. Também não permite aplicar essa percentagem ao preço de venda de qualquer casa: um índice nacional de custos e o valor de um imóvel são medidas diferentes.
Um orçamento útil mostra o que está incluído
Se vai construir, peça propostas com quantidades, materiais, acabamentos e trabalhos bem identificados. Um total aparentemente mais baixo pode deixar de fora ligações às redes, arranjos exteriores, equipamentos ou outras parcelas que terá de pagar à parte.
Registe a validade do orçamento, as condições de revisão do preço e o calendário de pagamentos. Compare propostas sobre o mesmo projeto e com o mesmo nível de acabamento. Assim consegue perceber se a diferença vem do preço, da qualidade escolhida ou de trabalhos que ficaram por contar.
Ao comparar terreno, obra e casa pronta
Organize três contas separadas: aquisição do terreno, preparação do projeto e execução da obra. Acrescente os encargos da compra, os serviços técnicos e uma reserva adequada aos riscos que forem identificados pelos profissionais. O preço anunciado do terreno é apenas uma parte do investimento.
Para uma casa já construída, avalie o estado real e os trabalhos necessários antes de comparar totais. A interpretação prática destes dados é preparar contas completas e propostas atualizadas, não assumir que construir será sempre mais caro ou mais barato do que comprar uma habitação pronta.
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